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RITOS DE PASSAGEM

Muitas matérias jornalísticas foram veiculadas sobre o fim do calendário Maya e outras previsões de culturas diferentes, confluindo para dezembro de 2012.

Referiam-se a eventos físicos, tragédias, transformações bruscas e viscerais do nosso planeta. A mídia dificilmente aborda os temas sob o ponto de vista espiritual e menos ainda sob uma ótica holística.

Vamos estudar este tema sob a ótica da mitologia, segundo os critérios abrangentes do professor  Joseph Campbell, respeitado mitólogo moderno que nos ensinou a compreender e reviver os mitos simbolicamente como etapas evolutivas de nossa psiquê.  Ele dava ao mito um significado abrangente,  semelhante ao conceito de arquétipo de Carl G. Jung.  A beleza e o poder de um mito estão ligados ao fato dele ser atemporal e universal.

tradução literal de um mito pode ser considerada um pecado, pois destrói sua função provocativa de evolução natural, reduzindo-o a uma ingênua criação da mente primitiva. Podemos chamar este pecado de reducionismo, isto é, reduzir um símbolo de significado universal a um conceito linear, restrito e limitado.  As principais características do mito e do arquétipo são atemporalidade e universalidade.   Podemos dizer que ambos são componentes holísticos do campo morfogenético humano.  A teoria de campos morfogenéticos foi elaborada por Rupert Sheldrake, biólogo e filósofo da natureza, que encontra paralelo no conceito oriental de Akasha das culturas sânscrita e indiana.  De maneira bem simplificada é um meio que abrange tudo, forma a base de todas as coisas e se torna todas as coisas.

No século 20 o Akasha foi brilhantemente descrito por Swami Vivekananda:

“De acordo com os filósofos da Índia, todo o universo é composto de dois materiais, um dos quais eles chamam de Akasha.  Ele é a existência onipresente, que em tudo penetra e tudo permeia. Todas as coisas que têm forma, todas as coisas que resultam de combinação, evoluíram desse Akasha. É o Akasha que se torna o Sol, a Terra, a Lua, as estrelas, os cometas; é o Akasha que se torna o corpo humano, o corpo animal, as plantas, cada forma que vemos, tudo o que pode ser sentido, tudo o que existe. Ele não pode ser percebido; é tão sutil que está além de toda percepção ordinária; ele só pode ser visto quando se tornou espesso, quando tomou forma.  No princípio da criação, há somente esse Akasha.  No final do ciclo, os sólidos, os líquidos e os gases fundem-se todos novamente em Akasha, e a criação seguinte procede, de maneira semelhante, desse Akasha…”

Cada espécie possui um campo energético próprio, imerso nesse campo maior,  que guarda toda informação relativa à evolução, etapas passadas e direções futuras relativas àquele grupo particular que envolve, cria e abriga.

Os mitos e arquétipos são os símbolos tridimensionais que compõem a linguagem desse nosso campo.  Sempre que uma espécie evolui, sofre alterações profundas que afetam seus genes e essas ficam gravadas no arquivo Akáshico ou campo morfogenético.

Existe um rito de passagem Maya chamado Kas Limaal. Foi explicado para nós pelo escritor Martin Prechtel (1) como sendo a mudança da consciência infantil do ser humano que se acredita especial e superior aos outros seres da natureza, para o conhecimento profundo de que todo animal, planta, pessoa, vento, estação, água, lua, sol… está ligado a tudo o que existe. É a iniciação necessária ao jovem maya para que possa entrar na dimensão dos adultos. Esse mito representa a maior mudança de consciência de um ser humano durante sua vida.

O Calendário Maya, assim como nossos calendários atuais, nunca representou o ponto final da vida sobre a terra, apenas uma grande mudança de fase que passa a afetar toda a humanidade. Significa o momento de passagem de um grande ciclo para outro. Nossa espécie está sendo desafiada a assumir a responsabilidade pelos próprios atos, compreendendo profundamente a lei natural de causa e efeito.

A humanidade como um todo precisará passar por um Kas Limaal global para realinhar-se com o campo da Terra, nossa PACHAMAMA.

O observador cuidadoso poderá identificar no passado da humanidade os desvios que nos afastaram da natureza e da consciência holística.

Agora podemos trabalhar nosso amadurecimento mental,  emocional e espiritual através da religação à Natureza Sagrada de todo o Universo e da compreensão de que todos os filhos da terra têm a mesma importância perante a Natureza Maior.

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(1) Martin Prechtel nasceu em uma reserva indígena do Novo México.  Filho de mãe nativa canadense e pai paleontólogo suíço, viajou para a Guatemala em 1970 e se fixou em uma pequena vila, perto do lago Atitlan, habitada pelo povo Tzutijil, uma das numerosas sub-culturas Maya. Casou-se com uma nativa, teve dois filhos e foi instruído por eles, sendo admitido no Scat Mulaj (corpo político da vila) e alcançando a posição de Nabey Mam (1º chefe). Entre outros deveres tinha a responsabilidade de iniciar os jovens do vilarejo para que pudessem  ser admitidos no mundo adulto. Por ocasião da guerra civil foi obrigado a fugir com sua família e voltar aos Estados Unidos. Hoje mora no Novo México e viaja pelo mundo participando de conferências sobre educação e liderando Workshops em que trabalha a reconexão do ser humano à natureza na vida diária e a busca de um propósito maior no mundo moderno.

 

Data: 14/09/2013 3 Comentários

3 respostas para “RITOS DE PASSAGEM”

  1. Sol disse:

    Muito iluminado esse site.
    Gratidão!

  2. Luiza Tosold disse:

    Mais ainda com a chegada da “SOL”, símbolo da luz que alimenta a vida na nossa amada Mãe Terra.

  3. Quel disse:

    Oiie tudo bem? amei o assunto. Puxa estou curtindo o colchão novo que ganhei dos meus pais. Tem aquelas vibrações muito gostosas kkkk. É esse aí http://ocolchaomagnetico.com.br Alguém já usou esse? Ajudou até de a rinite.

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