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OS CONTADORES DE ESTÓRIAS…

Essa maravilhosa meta-estória, nascida no Santuário da Dra. Silvia, abre o círculo de estórias que formam seu livro “The Golden Horse” que nos levam a um lugar de luminosidade brilhante pela sabedoria de todos os tempos – o mundo dos contadores de estórias, onde cada estória é uma canção, cada estória é uma estrela resplandecente no mapa universal que corresponde exatamente ao próprio universo vivo. A alegria de Elory é um portal para a magia, a criatividade e a liberdade.

Tradução e negritos por Maria Luiza Tosold – Mentora da Igreja Holística Sagração da Natureza

As palavras e trechos em negrito são pistas e dicas que apontam para o modo de funcionamento dos habitats nos diferentes reinos, mundos e dimensões que se entrelaçam nos domínios do Santuário.


- A ALEGRIA  DE  ELORY -


Bem aqui, nesse momento, nesse lugar, existem muitos mundos e lugares desconhecidos, invisíveis aos olhos, sobrepostos e entrelaçados uns nos outros.

Alguns seres se deslocam facilmente entre essas diferentes frequências e dimensões.

Os contadores de estórias estão entre os mais famosos e renomados viajantes que existem. O trabalho e propósito deles é conectar todos esses mundos, pegando um conto ou uma ocorrência de um mundo e levando até outro. Ali eles divulgam um conto inédito e aprendem um novo, e enquanto eles se movem de um local para outro, deixam atrás de si uma linha de estória e informação. Assim que tal linha é criada, esses mundos não estão mais isolados, pois essas primeiras linhas finas são canais de comunicação, através das quais novas estórias e idéias passam a  fluir a partir de então.

Os contadores de estórias costuram o universo e agem como mercadores de informação, pois, uma estória que é considerada simples e muito comum em um mundo, quando contada em outro, pode resolver um enigma de séculos ou ser recebida como uma jóia rara e brilhante, como um verdadeiro tesouro.

Mas existem mundos escuros governados por ditadores, déspotas cruéis que não querem que os contadores de estórias se aproximem com suas riquezas, novas idéias de liberdade, seus contos maravilhosos sobre criatividade, diamantes, seres brilhantes que nadam e dançam em oceanos turquesa de abundância, sobre a pura beleza da luz… Pois, se quem vive e sofre sob seus cruéis tormentos ouvisse aquelas estórias, começaria a pensar a respeito da sua circunstância e se perguntaria: “Porque o nosso mundo é tão feio, sombrio e cinza?”

Para esses tiranos protegidos em suas prisões de pedra, isso seria um verdadeiro desastre. Seu domínio e controle absoluto sobre os seres que na realidade são seus escravos, poderia ser rapidamente quebrado e talvez nunca mais pudesse ser restabelecido. Nesses mundos é muito perigoso um contador de estórias ser visto ou ouvido.

Apesar disso, esses mundos são considerados o  maior e mais atraente desafio pelos melhores contadores de estórias,  que tentarão encontrá-los  porque conhecem bem o sofrimento de quem vive neles e sabem que o conto exato, uma simples frase bem pensada ou a canção certa teria o poder mágico de partir aquela noite em duas e começar uma evolução em direção a um estado completamente diferente de ser.

Eles sabem que estão colocando em risco sua integridade, suas vidas e o tempo que poderiam estar aproveitando em explorações prazerosas e confortáveis, mas eles são seres muito corajosos e honestos, de todos os tipos que residem em diversos mundos e dimensões e que são totalmente diferentes de tudo o que nós conhecemos até hoje. Toda espécie de seres manda seus melhores indivíduos para ser contador de estórias e para ajudar a levar luz e expansão aos lugares onde existem essas prisões mentais, que são sentidas e vividas como se fossem de ferro.

“Um mundo escuro só volta a emanar luz quando os círculos fechados; representados pelas instalações psicológicas que restringem a liberdade dos seres; forem rompidos e as espirais naturais da criatividade em direção à luz forem restabelecidas.” (comentário da tradutora baseado nos trabalhos desenvolvidos pela autora)

Dessa maneira, os contadores de estórias navegam em suas esplêndidas naves através dos mares infinitos de tempo, espaço e outras frequências, em busca de mundos novos e desconhecidos. Quando encontram, colocam sua nave em órbita e adaptam-se à vibração e ressonância daquele novo mundo. Começam então a se mover para dentro dele, mudam suas formas e se tornam iguais aos seres daquele lugar para poderem se mover entre eles sem despertar atenção ou provocar estranheza. Primeiro, aprendem as estórias daquele mundo, pois nas estórias encontram a essência daquele lugar e compreendem seus objetivos e planos; sonhos e desejos; imperfeições e equívocos; assim como qualquer antiga maldição que eles ainda possam carregar.

Quando eles têm a exata medida daquele mundo e conhecem todas as suas estórias, saberão com certeza qual estória deve ser contada, falada ou escrita, cantada ou dançada ali para seus habitantes, aquela estória perfeita que será lembrada, acolhida com alegria e passada adiante por todos, desde o mais velho até o mais jovem entre eles. Quando a estória estiver completamente absorvida, os contadores sabem que seu trabalho está feito e que podem partir em busca de um mundo novo , e no caminho eles extrairão de todas as estórias novas que aprenderam uma outra, que será acrescentada e agora contada novamente, de forma que a essência daquele mundo seja lembrada e se torne parte da teia mais gloriosa que eles tecerão ao longo de suas vidas, tornando-a ainda maior e mais profunda.

Bem no coração dessa teia, no seu centro exato, existe um mundo que é  próprio dos contadores de estória. É aqui que eles vêm para relaxar e descansar; encontrar seus velhos amigos e participar de festivais de alegria e reconhecimento.

Aqui também é o local onde todas as estórias, de todos os mundos que os contadores já visitaram, são guardadas e compartilhadas de maneira que eles não conheçam apenas aquelas dos mundos que visitaram e aprenderam, mas tenham acesso a todas que já foram coletadas em algum momento.

Esse lugar é delicioso, sagrado e de uma claridade brilhante, pois cada estória é uma estrela de luz que foi aqui colocada em um mapa de muitas camadas, no local correspondente ao mundo de onde ela veio. Aqui existe um mapa verdadeiro do universo de seres vivos, se desdobrando, sendo construído por geração após geração e se tornando cada vez mais brilhante e mais intenso a cada estória adicionada a ele e com cada estoriador que voltou para casa com o objetivo de adicionar os tesouros que encontrou; pequenas estrelas de rubi, esmeralda, topázio, safira, ametista e todas as cores dos planos e estados de ser; ao mapa universal.

Mas, além das cores e luzes, cada estória é também uma canção e dessa forma o imenso mapa universal toca uma sinfonia maravilhosa e estranha, que ilumina, eleva e cura, de maneira que não são apenas os contadores de estória que visitam o centro dessa teia de luz, mas também muitos outros. Artistas e curandeiros, aqueles que precisam de arte ou cura, seres que se perderam, desencantados e muitos outros vindos de todos os cantos do universo podem se colocar no centro do mapa universal e serem totalmente transformados por ele. Quando partirem, serão diferentes por fora e por dentro, tendo sido profundamente realinhados e estimulados pelas luzes, cores, sensações, sentimentos e canções de todas as estórias de todos os tempos, espaços e dimensões.

Magos e cientistas; fazendeiros e engenheiros; seres de todos os tipos e atividades já entraram no mapa, pensando coisas que sequer podemos imaginar; trazendo perguntas, problemas e enigmas particulares. E apenas por terem estado dentro do mapa cantante do universo conhecido, ganharam inspiração, talvez até duas ou três, e mesmo que o universo não tenha respondido exatamente às questões formuladas, sempre trouxe a ajuda necessária para que encontrassem novos caminhos e sugestões para que tentassem coisas diferentes. Geralmente saem do mapa cheios de desejos e energia para retornarem aos seus mundos, seus trabalhos e tarefas específicas, totalmente renovados e com idéias novas e instigantes.

Mas existe ainda mais uma coisa a respeito do mapa.

Ele trouxe uma grande idéia ao melhor e mais valente de todos os contadores de estórias: a idéia de como procurar pelos mundos esquecidos, escondidos, que tentam ficar isolados, manter seus habitantes apenas para eles na escuridão de seus atos; seres que simplesmente não sabem que existe uma teia de luz para se ligarem, que estão quebrados por dentro pelo caos ou pela catástrofe.

O mapa universal de luzes, cores e sons tem um padrão.

Se você ficar no centro do mapa e vagarosamente girar em torno de si, poderá perceber lugares, áreas que você saberá com certeza que deveriam ter uma luz que não está lá. E como o mapa corresponde em forma e tamanho aos mundos, sóis e estrelas materiais, você poderá reunir uma tripulação e estabelecer uma rota que o leve até aquele lugar onde deveria estar um mundo, mas no mapa não há sequer uma voz que conte um conto nem tampouco cante a sua canção.

E nesse momento em que estamos aqui, nós podemos ver um contador de estórias chamado Elory, que alguns dizem ser o melhor de todos eles, de uma raça de seres que são raros e antigos, dos quais ninguém sabe dizer qual é o mundo de origem. Ele é um ser radiante e suave, que muda de forma e reflete todas as cores e luzes enquanto observa ao redor do mapa, acima e abaixo, procurando por um mundo escuro. Esta é a sua especialidade.

Elory não procura apenas com os olhos, ouvidos ou qualquer sentido que seria usado para isso; ele sabe perfeitamente que se ficar imóvel e atento, alguma coisa chamará sua atenção – uma ondulação no fluxo, uma sombra que esteja faltando, um segundo de interrupção na canção, estas são as pistas que Elory busca, ficando totalmente aberto para a recepção, deixando sua percepção sutil e afinada fazer o seu trabalho.

Ao seu lado está um grupo de jovens aprendizes em pé, vindos de vários mundos diferentes, vestindo túnicas brancas que ficam multicoloridas aqui no centro do mapa. Reverentes e em silêncio eles estão aprendendo com Elory como ele escuta, desenha, acompanha os padrões da canção e do som dentro do seu próprio campo energético. Jovens como são, se sentem afortunados ao perceberem uma suave mudança no estado geral do mais antigo contador de estórias.

Elory encontrou um mundo escondido, escuro e perdido!

Todos os olhos, todos os sentidos, sensores e receptores se sintonizam naquela parte do mapa e quando essa primeira direção clara é estabelecida não existe uma única dúvida – fica óbvio que, aqui em meio à rede, existe uma conexão faltando. Um lugar que não está lá mas deveria estar para que o padrão de energia fluísse perfeitamente.

Um arrepio geral de excitação tingido apenas por um ligeiro temor atravessa a assistência à medida em que sintonizam aquele mundo velho e esquecido, e então, a alegria e luz de Elory começa a ressoar e a tocar todos eles, fazendo-os sentir o júbilo, a maravilha e a esperança. Sonham que chegue o dia em que eles também possam procurar e encontrar um mundo esquecido entre os tempos, e consigam trazer seus habitantes para a grande teia iluminada, executando o serviço maior e mais difícil de todos. Resgatar um mundo escuro trazendo-o para a teia de luz.

Elory parte deixando um rastro visível do propósito firme e nítido, e também do seu grande deleite, apontando tão certeiro e sem dúvidas, que sua partida também é uma lição que os jovens aprendizes recebem e entendem, sentindo dentro deles mesmos a alegria de Elory. Como poderiam falhar? Com essa convicção e a sabedoria das idades, esse mundo escuro já foi salvo no exato momento em que Elory, o mais sábio contador de estórias, ouviu seu chamado e respondeu imediatamente a ele.

E assim, os jovens aprendizes que encontraram neste dia o que eles vieram buscar e aprender, estão leves e alegres aproveitando esta oportunidade para tocar uma estrela, ouvir uma canção e ganhar uma estória, talvez duas, cada uma um presente especial para ajudá-los e inspirá-los nos seus próprios caminhos.

 

Silvia Hartmann 2003.

The Golden Horse & Other Fairy Tales: 16 New Enchanting Tales of Mistery & Imagination For The Magical Child

Você pode encontrar este livro, infelizmente apenas em inglês, seguindo o link abaixo da Editora Dragon Rising.

http://dragonrising.com/store/the_golden_horse/

 

 


 

Data: 21/09/2013 0 Comentários

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