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Maria Luiza Tosold -  Mentora da Igreja Holística Sagração da Natureza.

Durante a década de 90, participei de alguns grupos de estudo com pessoas de vários lugares do mundo que se encontravam uma vez por semana virtualmente. Escolhíamos um tema, dia e hora para realizarmos uma meditação, cada qual com sua técnica predileta e depois trocávamos relatórios e comentários sobre a experiência.

Assim como no dia a dia, nossos encontros virtuais produziam efeitos energéticos imprevisíveis e, invariavelmente, dissolvíamos o grupo com nossos campos energéticos abalados por aquelas interações.

Intrigada e inbuída do desejo de sanar aqueles abalos, introduzi e começamos a trabalhar com as leis da Egrégora, mas as restrições acabaram por afastar a maioria das pessoas.

A palavra Egrégora provém do grego egrégoroi e designa o campo energético gerado pelo somatório de energias físicas, emocionais, mentais e espirituais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.

Ora, se nos expomos a certo risco ao nos relacionarmos com nosso próprio universo interior, muito mais dificuldades surgem ao mergulharmos no campo energético de um grupo de pessoas que sequer conhecemos pessoalmente.

A egrégora acumula a energia de várias freqüências. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a uma egrégora para que ela incorpore às dos demais. Mais cedo ou mais tarde, o grupo começa a sofrer uma disputa pelo poder que termina por inviabilizar o projeto.

Passei anos estudando e pesquisando várias técnicas de meditação, procurando por um espaço virtual totalmente seguro e protegido para voltar a realizar aquele tipo de interação voltada especialmente para o desenvolvimento espiritual.

O ponto de partida foi compreender que o ser humano está longe de entender e se relacionar harmoniosamente com sua mente consciente, porque vive o que podemos chamar de “Torre de Babel” em relação à sua própria linguagem simbólica pessoal.

Nosso erro mais comum é acreditar que uma palavra possui o mesmo significado para todas as pessoas. Nosso sistema natural para a compreensão da realidade acontece através dos nossos sentidos.

Podemos dizer que nós recebemos continuamente um fluxo de informações do Universo. Esse fluxo não é elétrico por natureza, nem é recebido apenas por nossos cinco sentidos reconhecidos, ele é o que podemos chamar de “energético na origem” e é recebido não apenas pelo nosso cérebro, mas pela amplidão do nosso campo energético.

Quando as pessoas pensam sobre o mundo e tentam entender o fluxo de informações constantes que recebem, elas fazem isso através de palavras, imagens ou a combinação de ambas.

Entretanto, não podemos esquecer que isso são apenas TRADUÇÕES de algo maior que está no topo de tudo, ou seja, um fluxo autogerado de energia que é de fato invisível e inaudível.

Assim como por trás de um ícone na tela de seu computador existem milhões de linhas de código de programação, por trás de cada palavra que uma pessoa carrega na sua mente, por trás de cada pensamento, imagem, som, perfume, sensação, emoção; existem bilhões de “códigos”, (informações subjetivas), que são a verdadeira aparelhagem para o processamento da memória e do pensamento sobre o fluxo da pura energia como a recebemos.

Nós interpretamos este fluxo de energia a partir das nossas experiências anteriores com o mundo ao nosso redor: montanhas, céu e mar, outras pessoas, animais, casas, carros e assim por diante.  As METÁFORAS surgem naturalmente quando o fluxo de informação é muito denso e complexo para ser colocado na linguagem bidimensional que é extremamente simples. A metáfora é um terceiro nível de abstração gerada pela tradução da energia recebida.

Por exemplo, uma pessoa que diz estar sentindo “um aperto no coração”, normalmente quer dizer que está sentindo um conjunto de informações energéticas cuja melhor descrição é uma metáfora da sua experiência interior.

Resumindo, uma metáfora é uma representação simbólica de uma experiência interna intensa, causada pela recepção de um fluxo complexo de energia.

David Grove, criou uma terapia chamada Grovian Metaphor Therapy – GMT (Terapia por Metáforas Grovian), que foi uma etapa importante na criação do “Project Sanctuary” PS da Dra. Silvia Hartmann, nossa técnica de meditação escolhida.  A GMT começa de forma simples a elucidar um sentimento, problema, bloqueio, doença ou sensação através dos seguintes procedimentos:

“Se este X (dor, problema, sentimento, desafio, limitação, bloqueio) tivesse uma cor, qual ela seria?”

“Se este X tivesse uma forma, qual ela seria?”

Para clarear a imagem, os dois primeiros atributos são agora repetidos:

“Então, isto é azul, triangular, e…” perguntamos então pelo próximo atributo, como peso, tamanho e localização, se for apropriado.

Se uma descrição metafórica ainda não for atingida, e temos apenas algo triangular, azul, pesada, etc… você continua com a seguinte pergunta: “E o que mais você pode me contar a respeito disto?” o que pode eluciar mais e mais até que a metáfora surja finalmente: “É como uma enorme espada feita de aço azul…”, por exemplo.

O segundo aspecto até mais útil do GMT é a forma como resolve o movimento a diante no tempo, quando ficamos empacados metaforicamente ou em situações reais, simplesmente fazendo a seguinte pergunta: “E o que acontece em seguida?”

Esta pergunta simples é profundamente útil quando nos encontramos “congelados” (bloqueados) em um momento, mesmo que nos pareça final, assim como a morte de alguém. Empurrando mais a diante com a pergunta: “E o que acontece em seguida?” (inclusive depois da decomposição…) isto obriga a evolução do problema para além dos estágios de medo, restaurando o fluxo contínuo de energia, que é o estado natural de saúde. E o que acontece depois do estágio de decomposição? O corpo se torna um com a terra e dissolve. O que acontece em seguida? Partes dele são absorvidas por outras formas de vida e integradas em seus sistemas. Se você quizer, pode levar isso até o fim dos tempos e depois voltar, o que muda completamente a percepção do evento original, levando-o a ultrapassar aquele estado inicial que parecia ser o fim.

Existe um trecho do livro “Quem somos nós?” onde Mark Vicente descreve particularmente bem este “salto quântico” chamado threshold shif tque buscamos com a técnica do Projeto Santuário:

“Descobri que fico particularmente estimulado ao perceber de repente que não tenho a resposta para alguma coisa. É como chegar à beira de um precipício em minha mente.  Nesse espaço do “nada”, ou do não saber, tenho um sentimento intenso de expectativa. A razão da excitação é ter chegado no limite do que sei e perceber que muito em breve surgirá na minha cabeça um entendimento espantoso que não existia dentro de mim no instante anterior. Então virá um imenso “ah-ah” (eureca!).  Aprendi recentemente que um “ah-ah” (eureca!) estimula os centros de prazer do cérebro (…)  Evidentemente sou viciado nessa sensação.”

Outra técnica importante na construção do Projeto Santuário foi a Image Streaming (imagens fluindo rapidamente) desenvolvida por Win Wenger, fundador do Project Renaissance, principal web site: http://www.winwenger.com

Resumo do processo básico da técnica: (extraído do livro The Einstein Factor de Win Wenger.

O procedimento é simples. Você se senta confortavelmente em uma cadeira, fecha os olhos e descreve em voz alta o fluxo de imagens que passam pela sua mente. Três fatores são absolutamente cruciais:

Você precisa descrever as imagens *em voz alta*para outra pessoa ou para um gravador.

Você precisa usar todos os *cinco sentidos* nas suas descrições. Se você vê uma montanha coberta de neve, por exemplo, não se limite a descrever apenas o que vê, descreva seu gosto, textura, cheiro, som do vento uivando sobre o pico.

Coloque todas as suas descrições no *tempo presente*.

Dicas para principiantes:

Feche seus olhos e descreva em voz alta qualquer coisa que você consiga *ver*. No começo, podem ser apenas flashes de brilhos, de vez em quando, redemoinhos, uma cor ou algo desse tipo. Se você tiver realmente dificuldades para desenvolver o processo, use uma imagem criada após olhar para uma lâmpada forte por alguns segundos antes de fechar seus olhos.

Continue a descrever em voz alta o que você vê, pois este processo é sumamente importante para ativar certas partes do seu sistema neurológico. Comece com o exercício por cinco minutos e pare. Não censure o que você vê e não tente controlar o fluxo. Não se decepcione se a princípio tudo o que conseguir forem impressões vagas; esse processo evolui rapidamente com um pouco de prática.

Mais adiante no processo você pode usá-lo para solucionar problemas e para um grande número de outras utilidades. Afirma-se que o treino regular deste processo torna a pessoa mais lúcida e abre novos canais de comunicação em seu sistema neurológico.

Nos primeiros anos da Nova Era as pessoas criavam um único santuário que era trabalhado e desenvolvido ao longo de anos de meditação. Fazia-se nesta época um esforço para a cristalização de um espaço virtual que serviria de base para a realização de diversos trabalhos espirituais e rituais. Trabalhávamos anos para barrar de maneira antinatural o fluxo de energia.

A técnica do Projeto Santuário, desenvolvida pela Dra. Silvia Hartmann, trabalha com a criação de vários santuários, especialmente construídos para determinados tempos e espaços, conforme a necessidade evolutiva de determinado momento.

Partimos de uma plataforma totalmente segura que é criada por um contrato informal entre a mente consciente e a mente do campo de energia, entre as duas dimensões, criando um ponto de encontro entre os infinitos níveis e camadas. Nessa meditação, você está totalmente no comando e ao mesmo tempo é surpreendido pelas mensagens incríveis que a mente do campo envia para você.

A comunicação entre nossas duas mentes se dá através de linguagem simbólica e metáforas, sendo você a única pessoa que pode interpretá-la, pois os símbolos são totalmente pessoais. Não adianta consultar o livro dos sonhos, o dicionário dos símbolos, etc.

Na página exclusiva para Meditação, explicarei o “Jogo Clássico” do Projeto Santuário, que é totalmente seguro, de fácil execução e aprendizado. A partir daí, poderemos começar a brincar com nossos santuários e estabelecer ligações dinâmicas entre eles. Os termos “jogo” e “brincar” são usados para nos lembrar que é preciso meditar com o espírito da criança que aprende mergulhando na brincadeira.

Uma realidade compartilhada é uma realidade expandida” é a última frase que conclui o livro/curso Project Sanctuary III da Dra. Silvia Hartmann. http://projectsanctuary.com

Estou concluindo o mestrado no Projeto Santuário, tendo como tutora a própria Dra. Silvia e já posso afirmar que o nosso Santuário Virtual será o território Sagrado onde realizaremos as iniciações, rituais, festivais dos Solstícios e Equinócios e outras cerimônias da Igreja Holística Sagração da Natureza.

O conhecimento básico será todo ministrado neste site e novas idéias e sugestões serão adicionadas à medida que nosso grupo for crescendo e se aprimorando.

Espero que você mergulhe conosco e aprenda por imersão a maravilhosa linguagem da metáfora universal.

 

Data: 25/02/2010 6 Comentários

6 respostas para “Santuário”

  1. Rita de Cássia Corrêa Marcatti disse:

    Querida Malú, boa noite!

    Não tenho conhecimento acerca do que seriam as iniciações, rituais, festivais dos Solstícios e Equinócios e outras cerimonias da Igreja Holística Sagração da Natureza, há algum espaço aqui mesmo no site ou em algum lugar em que posso obter essa informação?

    Há algum tempo, questiono alguns fenômenos que tenho percebido, por exemplo: trabalhar em um centro Kardecista e, após algum tempo, começar a ter uma série de problemas de saúde, emocionais, etc… Fiquei refletindo… se não se trata do que vc acima menciona: “A egrégora acumula a energia de várias freqüências”?

    Nos últimos anos, tenho corrido muito…às vezes, minha mente parece que capta diversos pensamentos, energias que necessito meditar para me reequilibrar. Mas, como não desenvolvi conhecimentos nessa área, acompanho um CD de meditação e procuro relaxar. A experiência é gratificante, sinto-me muito bem! Vou fazer os exercícios de meditação, pela técnica que vc acima recomenda e a gente vai se falando…

    A finalidade precípua desse espaço é a busca pelo autoconhecimento, da autocura? Desculpe-me se estou fazendo perguntas muitas básicas, mas realmente me interessei por esse espaço virtual,aliás, PARABÉNS POR ESSA INICIATIVA!!!!

    abs,

    Rita Marcatti

  2. Luiza Tosold disse:

    Oi Rita, que bom que você está interagindo conosco e expondo suas dúvidas!
    Basicamente, o Projeto Santuário (técnica de meditação) viabiliza o autoconhecimento e a harmonização do campo energético, estabelecendo uma comunicação consciente com a mente de energia.
    Porém, é possível obter-se mais através da restauração do campo energético e da magia natural que isto proporciona.
    Já, o Santuário Virtual é um espaço virtual, onde os praticantes do Projeto Santuário se encontram para celebrar (festejar) os momentos naturais mais expressivos do ano.
    A princípio você precisa praticar a meditação para se habituar com o seu espaço interior. Você não precisa criar, basta pedir à sua mente de energia que te inspire a melhor maneira de festejar a mudança de estação do ano. Pode ser uma festa, um baile, um almoço, uma ceia, onde estarão reunidos todos os seus “aspectos” (Você com várias idades, como mãe, como filha, neta, irmã, amiga…). Tua mente de energia pode te apresentar muitas formas de rituais, desde os já conhecidos por você na sua religião de origem, suas leituras, até realizações completamente novas para você, especialmente criadas para aquele momento da sua vida. De você para você.
    O espaço “RESTITUTUS” é um locus e é um passo adiante no exercício do Projeto Santuário.
    O grande problema das egrégoras é o grau de inconsciência que envolve os participantes. Como o Projeto Santuário é um exercício de comunicação entre as duas mentes, tudo o que acontece no espaço seguro do Santuário é exclusivamente seu próprio conteúdo.
    Como o desenvolvimento das estórias sempre leva a uma maior conscientização, a energia resultante disso é que será tocada pelos participantes, apenas a pura energia. Como o objetivo, a intenção de alcançar um salto quântico é comum a todos os praticantes, é essa energia de evolução e aprimoramento que é percebida por todos. Por isso, este espaço comunitário se chama “Restitutus” e diz respeito sempre à restauração do ser humano, sua reconexão com a Natureza Universal. O campo maior de energia. Deus, Deusa, tudo que existe.
    Explicar é muito complicado, fazer é simples e natural. É como uma recordação. Nós já sabemos fazer isso.
    Antes de tentar entrar em um locus, faça seu primeiro Santuário. É lá que encontramos as repostas.
    A técnica chamada Projeto Santuário, na Inglaterra é conhecida como uma técnica de psicologia energética.
    Aqui não podemos chamar as terapias alternativas de medicina ou psicologia alternativa.
    Um grande abraço.

  3. Rita Marcatti disse:

    Querida Malú, obrigada pelos esclarecimentos!

    abs,

    Rita Marcatti

  4. Tania disse:

    Muito interessante, uma co-criação belo trabalho.
    grata

  5. Isa disse:

    Eu adorei esse site. Ent

  6. Luiza Tosold disse:

    Que bom que gostou Isa, é sinal de que você entendeu a proposta. Nosso site é um verdadeiro curso. Aproveite e pergunte sempre que tiver dúvidas.

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