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O Projeto Santuário funciona melhor quando é tão autogênico quanto possível, o que significa ativar seus seis sentidos quando estiver nos domínios do Santuário, de maneira que “você esteja realmente lá”.

Aqui está um resumo extraído do texto “Meditações Modernas” de Silvia Hartmann:

TRABALHANDO COM OS SEIS SENTIDOS:

Um dos principais mal entendidos sobre meditação é a afirmação de que é imprescindível ver alguma coisa com os olhos da mente e que se você não for o melhor visualizador do mundo você não vai conseguir meditar e tudo está perdido.

Isto não é verdade. O que é verdade, entretanto, é que as pessoas têm preferências quanto ao uso dos seis sentidos. Cozinheiros usam bastante o paladar, enquanto um perfumista usa mais o olfato; pintores a visão, escultores e esportistas trabalham mais com o tato; músicos com a audição e poetas com as emoções, que são a manifestação do sexto sentido, quando nosso corpo sente coisas que não são físicas.

-Todas as pessoas normais nascem com a habilidade para usar todos os seis sentidos e você não perde essa habilidade mesmo que nunca tenha usado conscientemente seus sentidos antes.

Agora vamos trabalhar com cada um deles:

1º Sentido: Visão

Feche os olhos e descreva em voz alta um carro que você possuiu ou um que te deixou impressionado.

Mantenha os olhos fechados e descreva em voz alta como ele é. Primeiro a cor, evidentemente, é o mais importante.

Descreva a tonalidade da cor o melhor que puder ao invés de dizer apenas, “Oh, é vermelho…”. Que tipo de vermelho? O carro que eu lembro, por exemplo, é de um vermelho escuro, como a cor de telhas de cerâmica.

Descreva partes do carro que tinham uma cor diferente e eram feitas de materiais diferentes, como pneus, calotas, bancos, carpetes.

Descreva partes do carro que eram particularmente atraentes para você.

Para um exercício mais avançado, descreva onde o carro está, a superfície da rua, os arredores, o tempo e a paisagem.

Se você não gosta de carros, use uma motocicleta ou um cavalo para esse exercício e siga os mesmos passos do exercício com o carro.

Para fazer este exercício você teve que “ver o carro com os olhos da mente”. Isto não é o mesmo que olhar com seus olhos físicos, ou “olhos do dia”, como nós os chamamos.

É uma modalidade completamente diferente, uma experiência nova que consiste em retirar informação visual da sua memória estando com os olhos fechados.

Todas as pessoas fazer isso o tempo todo, caso contrário não seriam capazes de reconhecer suas próprias casas ou como chegar até ela. Em meditação nós estamos tornando esse processo natural mais consciente porque você pode fazer muito quando se habitua a isto.

Você pode repetir esse exercício agora, bastando para isso fechar seus olhos e descrever a aparência de sua peça de roupa favorita; sua casa favorita; uma máquina favorita; um animal favorito, e uma pessoa favorita.

Fale em voz alta para manter sua mente em foco e para construir aqueles caminhos importantes em seu sistema neurológico. Pense nisso em termos de construção de novas estradas e melhoria da infra-estrutura da sua mente para que um volume maior de informações possa trafegar por elas no futuro.

Uma dica importante: Se você fizer esse exercício agora, enquanto lê o texto pela primeira vez, sua execução será muito mais fácil e rápido do que se tentar depois, quando voltar a ele mais tarde. Você terá feito todos os exercícios pelo menos uma vez quando acabar de ler os textos.

Então, se você ainda não fez, feche seus olhos e descreva o carro (ou cavalo) em voz alta agora, seguido por…

- um objeto que você gosta

-uma casa onde você já viveu

-uma máquina que você viu

-um animal que você acha atraente

-sua pessoa favorita

… e o exercício está feito!

2º Sentido: Audição

Assim como a versão interna de “ver” não se parece muito com o que você vê de dia com os olhos abertos, também o que você ouve com o ouvido interno não soa igual ao que você ouve com os ouvidos físicos.

Novamente, todos podem fazer esse exercício de audição interna; isso é o que acontece quando se pega cantando uma canção que não está tocando no rádio. Você está apenas seguindo a melodia que está tocando dentro da sua cabeça.

Aí, existe o problema de “ouvir vozes”.

Na verdade, todo mundo ouve, mas não dá atenção para o que está acontecendo ou simplesmente nem percebe.

Para o nosso primeiro exercício de audição nós usamos o mesmo padrão de exercício que fazemos para todos os seis sentidos.

Vou pedir que você recorde o som de algo e desta vez, ao invés de descrever com palavras, você imitará o som com sua voz o melhor que puder.

Nós não usaremos tampões nos ouvidos, se quiser, use os dedos, mas não acredito que isso faça alguma diferença no resultado.

Apenas preste atenção à pergunta e faça sua versão do som em voz alta, o melhor que puder, com os olhos fechados. Não precisa ser bom ou realista, o que realmente importa é a própria “tentativa”

Para re-criar o som que está acontecendo dentro da sua cabeça, o que cria aqueles maravilhosos caminhos neurológicos e constrói as novas estradas mentais.

Observação: Fechar os olhos é o sinal de que queremos “olhar para dentro”, ou nesse caso, “ouvir dentro” e você pode pensar a respeito disto como uma mudança para um sistema de representação diferente naquele momento. Com a prática, ao fechar seus olhos, você entrará em estado de meditação automaticamente. Como você pode imaginar, esta é uma capacidade extremamente útil que tem muito mais aplicações do que o número de palavras que temos neste site.

Agora vamos começar com o primeiro exercício de audição:

Feche seus olhos e lembre-se do som de um tique-taque de relógio.

Reproduza o som em voz alta.

Agora faça os seguintes exercícios:

-o começo de uma música famosa

-o som das ondas rebentando na praia

-uma pessoa que você conhece bem atendendo ao telefone

-uma sirene de polícia

-um cachorro latindo na vizinhança

Este é um exercício muito interessante e algo que as pessoas raramente tentam fazer, você pode praticar prestando atenção aos sons ao seu redor e quando estiver em condições, tentar reproduzir esses sons com sua própria voz.

Suas imitações não precisam ser muito boas para que os novos caminhos neurológicos sejam criados. O que realmente importa é a tentativa em si mesma que faz a mágica acontecer.

3º Sentido: Tato

Para o exercício do tato, nós precisamos fazer a distinção entre “sentir através do toque” na sua pele e o tipo de sensações que são emoções. Esse tipo de sensações dentro do corpo que não tem causas físicas pertence ao sexto sentido; o terceiro sentido é aquele percebido como uma sensação que tem uma causa física aqui e agora.

O terceiro sentido de tato inclui o modo como você sente no seu rosto; ou nas costas das suas mãos; o ar do quarto onde você está nesse momento. Como seu pé sente o piso onde está se apoiando ou ainda onde você sente sua roupa te apertando, restringindo.

Muitas pessoas se afastaram dessas sensações de tato – se você usa sapatos de salto alto, ou gravatas apertadas, por exemplo, você precisa ignorar as sensações de desconforto e restrições para continuar vivendo suas opções. E você consegue ficar realmente bom nessa arte de ignorar as sensações de tato.

Quando você começa a trabalhar com sua atenção consciente, com a meditação moderna e com os seis sentidos, isso não significa que você será constantemente assaltado por informações sensoriais que vão atrapalhar sua vida. Muito pelo contrário, ser capaz de decidir o que e quando ignorar é característica importante do controle obtido, quando trabalhamos com nossos seis sentidos.

Quando recordamos uma sensação provocada por um toque físico, nós estamos usando aquele sistema de representação, onde nós sentimos coisas que não estão lá, como se estivessem.

Para o terceiro sentido, o tato, nós usamos movimentos do corpo para descrever a experiência. Para treinar o sentido da visão nós descrevemos o que vemos; para o sentido da audição nós tentamos imitar os sons com nossa voz; e para o sentido do tato, nós descrevemos o que estivermos sentindo com movimentos do corpo. É fácil, vou explicar o que temos que fazer.

Feche os olhos para sinalizar que estamos deslizando do mundo exterior para o outro mundo, o mundo da meditação.

Agora, eu quero que você recorde de algo muito macio que você já tocou, por exemplo, uma pele de animal extremamente macia.

À medida que você presta atenção àquela sensação, eu quero que você faça movimentos com suas mãos, indo na direção do pelo e depois contra a direção do pelo, realmente focando sua atenção nas mãos e no que elas estão sentindo.

Tente agora e lembre-se de mover suas mãos em sintonia com a recordação de como elas se sentem quando acariciam um pelo sedoso e macio.

Agora, ao contrário do exercício anterior, recorde-se de uma parede de concreto áspera, estique seus braços e toque a parede, a princípio com as pontas dos dedos, depois com as mãos inteiras, espalmadas. Arraste levemente suas mãos pela superfície da parede de concreto e preste atenção a como suas mãos sentem isto. Faça os movimentos ao mesmo tempo que sente as impressões.

Mais alguns exercícios com o Tato:

Sinta e acompanhe com os movimentos corretos:

-um vento frio e forte no seu rosto, vindo diretamente na sua direção;

-uma fogueira de acampamento;

-alguém derramando um líquido gelado nas suas costas;

-entrando em uma banheira com água bem quente;

- deitando na areia quente totalmente sem roupas;

-andando descalça sobre grama molhada.

Mesmo que você consiga apenas um leve formigamento, tenho certeza que você já está começando a entender como é fascinante ter experiências que não estão acontecendo aqui, neste momento, mas sentindo-as como se estivessem.

Você pode treinar sua atenção e habilidades com a modalidade das sensações, a qualquer momento, simplesmente parando de vez em quando e prestando atenção em quais sensações táteis você está sentindo. O que você pode perceber através do sentido do tato a respeito da sua cabeça, seus olhos, o que sente sob suas mãos, o que seus pés estão sentindo, a pele das suas costas, dos seus braços.

Este exercício é realmente maravilhoso especialmente para aquelas pessoas que se afastaram das sensações dos seus corpos. É uma experiência enriquecedora para todos os seres humanos que queiram se sentir conectados com a Terra, além do resultado ser sempre fascinante.

4º Sentido: Olfato

O sentido do olfato é muito importante para nós, porque é o único dos sentidos físicos que ainda está conectado diretamente com as partes mais antigas dos nossos cérebros; aromas nos farão reagir sem pensar e podem causar mudanças imediatas em todas as partes de nossos corpos, na mais extraordinária reação em cadeia instantânea.

Vamos começar com algo simples, nosso velho amigo, o limão.

Feche os olhos e imagine um limão fresco, colhido no pé, muito mais suculento e vivo do que os limões de supermercado. Explodindo em perfume e sabor, incrivelmente verde e tão “limão” em cada fibra de seu ser…

Concentre-se no limão e traga-o para perto do seu nariz, respirando seu aromo profundamente através de todo seu nariz.

Não é interessante?

Agora vamos tentar com outros aromas:

- incenso

- uma flor deliciosamente perfumada

- perfume

- óleo essencial de eucalipto

- fumaça de uma fogueira de acampamento

- peixe fresco

- grama recém cortada

- gasolina

- pão quente saindo do forno

- toicinho defumado

- ar marinho

- couro

Como prática para a vida diária, preste atenção de vez em quando ao cheiro de tudo.

Seu computador, por exemplo, e de como o cheiro dele é diferente do computador de outra pessoa.

Cheirar deliberadamente diversos tipos de alimento, antes e depois de cozinhá-los; no supermercado, pegue alguns alimentos frescos e cheire-os também.

Diferentes espécies de temperos, ervas aromáticas, madeiras, mas também objetos de uso diário. Tudo tem um aroma que é único e pode nos ajudar a encontrar nosso caminho, mesmo com os olhos fechados.

5º Sentido: Paladar

Nós temos uma inacreditável quantidade de aparelhos sensoriais em nossas bocas, não apenas na ponta da língua.

O paladar é o sentido que você pode ver os bebês usando para explorar tudo; para entender a natureza de um objeto, decidir a respeito do que ele gosta e do que ele não gosta.

Se voltarmos ao nosso velho amigo o limão, por um momento, e se conseguirmos recordar o que sentimos quando mordemos um limão pela primeira vez. Não é apenas o gosto azedo e ácido que sentimos, mas também queimação nos lábios, cócegas no nariz e talvez até um espasmo sob os ouvidos. O óleo da casca, a contração do céu da boca, até mesmo os dentes tem algo a dizer sobre o gosto do limão.

Além do sexo, o ato de comer estimula as mais profundas reações sensoriais nas pessoas, portanto é importante prestar atenção ao sabor além de comer, e aumentar a nossa consciência acerca do sabor da vida em geral provoca um aumento geral dos nossos horizontes e do nosso potencial para termos todos os tipos de experiências fabulosas nesse mundo.

Ainda, é só uma questão de dirigir a atenção e de repente, você se encontra em um mundo onde tudo tem não apenas um sabor, mas também um aroma, um som e uma presença visual, assim como nosso misterioso sexto sentido que ainda vamos estudar. E quando colocamos todas as sensações juntas de novo para compor uma única experiência, nós realizamos uma meditação que é realmente transformadora.

Agora, vamos dirigir nossa atenção para o outro sistema de paladar, onde você pode experimentar sabores que não estão aqui na realidade. Qualquer sabor que você queira sentir pode ser sentido, sem que uma única caloria passe pelos seus lindos lábios.

Assim como nos exercícios anteriores, faça os mesmos movimentos com sua boca que você faria se estivesse experimentando realmente tal alimento. Isso ajuda a desenvolver os novos caminhos neurológicos.

Feche os olhos e recorde o sabor de:

- algo delicioso da infância

- champagne espumante

- sorvete cremoso de baunilha

- uma pimenta bem ardida

- mel

- aspirina

- sal

- azeite

- vinagre

Este exercício é fascinante, com o tempo você pode ler o menu de um restaurante e saborear a combinação dos ingredientes antes de se decidir por determinado prato.

Assim como todos os sentidos, é uma boa idéia praticar o sentido do paladar deliberadamente no dia-a-dia, prestando atenção ao sabor de tudo, não só dos alimentos. Podemos saborear o tempo, o ar dentro de um edifício, até uma pessoa deixa um sabor na sua boca que é uma informação importante.

6º Sentido: percepção intuitiva

O sexto sentido são as sensações, sentimentos e percepções que nós sentimos no corpo físico mas que não tem origem física.

Isto inclui emoções, e outros tipos de sensações que podemos sentir fortemente nos nossos copos e que são diagnósticos importantes para nos dar informações adicionais sobre nós mesmos e sobre o mundo ao nosso redor.

No passado as pessoas misturaram o sexto sentido com a audição de vozes; visão de imagens, mas estes são os 1º e 2º sentidos, respectivamente e não têm nada a ver com o sexto sentido de “perceber informação”.

Esta é uma sensação visceral, uma sensação real no estômago quando um detetive está na presença de um assassino; isto é a intuição, uma sensação real e súbita de pressão e peso no peito, que comunica àquela pessoa que ela não deve subir naquele determinado avião naquele dia; é o arrepio na nuca quando você entra em determinado prédio. Esta é a modalidade sensorial de “saber algo, sem saber como podemos sabemos aquilo… mas podemos sentir no corpo”.

Nós já notamos que as pessoas que vestem roupas que as machuca afastaram seus sentidos físicos; também pessoas que não gostam de sentir emoções, se afastam de seus sexto sentidos por acidente.

Esta é a causa direta para as mulheres serem tradicionalmente mais intuitivas e mais mágicas que os homens; socialmente, mulheres podem sentir emoções e intuições e se ater a elas, enquanto os homens não.

Todo mundo “sente” suas emoções, mesmo aquelas pessoas que não se dão conta que o tremor nas mãos, o aperto no estômago, aquela pressão na cabeça, o peso nos ombros ou aquela dor no coração “é” exatamente o que uma emoção é e como ela é sentida pelo corpo.

Para começar com o reconhecimento do sexto sentido, para “sentir” o que não está tocando seu corpo sob qualquer forma física, tente os seguintes exercícios:

Você já teve alguma intuição ou sensação visceral com relação com relação a algo ou alguém? Você pode se lembrar daquela sensação, onde a sentiu em seu corpo? Você pode colocar suas mãos lá?

Você já sentiu uma forte emoção subindo pelo seu corpo? Quais eram as circunstâncias? Descreva o que aconteceu e descubra se você consegue trazer aquela sensação de volta de forma a realmente senti-la agora.

Já aconteceu de você ter um mau pressentimento sobre algo, mas afastar aquela sensação com sua mente e então alguma coisa ruim realmente acontecer? Quais foram as circunstâncias? Descreva em voz alta e preste atenção à sensação que você teve que você considerou um aviso na época.

Você já entrou em uma casa e imediatamente se sentiu esquisito? Lembre-se onde você sentiu aquela estranheza no seu corpo. Toque esse lugar para que seu corpo entenda que é uma sensação real. Este é seu sexto sentido chamando e tentando lhe dizer algo.

O sexto sentido é realmente importante e sem ele a vida se torna desnecessariamente difícil e complicada. Por exemplo, nós entramos em uma sala onde uma família que parece feliz está jantando; mas algo não parece correto, a atmosfera está errada, tensa. Algo estranho está ocorrendo aqui e é importante que nós possamos nos colocar em guarda, atentos, tomando cuidado para que nada de ruim possa nos acontecer.

Prestar atenção na atmosfera, não procurando ver e ouvir melhor, mas notando as sensações no seu corpo, que são a verdadeira chave para libertar o sexto sentido e acrescenta-lo às nossas meditações.

Agora, vamos unir todos os sentidos e realizar nossa primeira meditação autogênica. Pronto para tentar?

Meditação do Aqui & Agora – Ativando todos os 6 sentidos

Nós temos falado sobre a importância de nos impedir que tenhamos alucinações sobre acontecimentos que podem nunca se realizar como forma de impedir que nossos corpos vivam constantemente sob um forte stress durante todo o tempo.

Esse processo é chamado de Aterramento e essa meditação em especial nos toma apenas alguns momentos e realmente nos ancora no aqui e agora, fazendo com que paremos de alucinar e criar mais stress.

Nós já conhecemos a técnica de prestar atenção às memórias; agora nós vamos prestar atenção ao que está realmente aqui.

Respire profundamente e escolha no ambiente em que você está agora:

… algo que você pode ver

… algo que você pode sentir

… algo que você pode ouvir

… algo que você pode cheirar

… algo que você pode saborear

… algo que você pode intuir

Isto parece simples, mas faça o exercício agora.

Diga em voz alta e na sua mente ao mesmo tempo.

Por exemplo:

“Eu posso ver uma garrafa de água na minha mesa.”

“Eu posso ouvir o zumbido do ventilador do meu computador.”

“Eu posso sentir o couro da cadeira sob minhas pernas.”

“Eu posso sentir o cheiro do ar viciado do escritório.”

“Eu posso sentir o gosto de poeira e plástico na minha boca.”

“Eu posso sentir a atmosfera que está sem vida e depressiva. Eu posso sentir uma pressão nos meus ombros e pescoço.”

Acabo de perceber que preciso abrir a janela e deixar entrar algum ar fresco no escritório. Este é um exemplo de uma meditação instantânea e poderosa. Por um momento eu não estava mais escrevendo este texto, eu estava de volta ao escritório e totalmente consciente do aqui e agora.

Este é um momento que reduz o stress e que é uma espécie de mini-férias, uma re-conexão com o que está realmente aqui.

O mais importante é que quando você realiza este exercício em um momento de verdadeiro stress, você descobre que o simples foco no que está aqui, agora, traz você de volta à realidade e acalma completamente seu sistema de corpo/mente/emoções.

Dá a você informações importantes a respeito do seu meio ambiente e eu acabo de aprender que se eu abrir a janela e der uma volta, provavelmente voltarei muito melhor ao que eu estava fazendo, mais descansada, renovada e certamente menos estressada e poderei trabalhar melhor e mais rápido como resultado direto.

Esta meditação básica no aqui e agora é muito útil para:

- aprender como estar presente em algum lugar; isto também é chamado de “estar lúcido”.

- momentos em que é realmente importante você prestar atenção no que está acontecendo na sua realidade física;

- quando você está estressado, ansioso ou preocupado com algo que não aconteceu;

- quando você percebe que perdeu o controle sobre suas emoções;

- quando você precisa estar “presente” em uma conversa ou interação com outra pessoa;

- quando você está sobrecarregado com seus próprios pensamentos;

- quando você precisa de algo real para se estabilizar.

Se você fizer esse exercício sem deixar nenhum sentido de fora – o que você vê, ouve, sente, cheira, saboreia e intui – o que acontece com o tempo é que ele se torna mais rápido, muito mais rápido e eventualmente termina por criar um movimento de “aterrizagem instantânea na realidade”, à vontade e a qualquer momento que você queira saber o que está realmente acontecendo, aqui e agora.

Isto é extremamente útil e uma habilidade poderosa no contexto de controlar exatamente onde colocamos nossa atenção, e como nós pensamos e sentimos por causa disso. Nos tornarmos mais lúcidos na nossa vida diária é o primeiro e mais importante passo para termos experiências autogênicas lúcidas e poderosas, porque o processo é exatamente o mesmo.

-Este texto foi extraído do livro “Modern Meditations” da Dra. Silvia Hartmann http://dragonrising.com/store/stressfish/modern_meditation/

Traduzido por Maria Luiza Tosold – Mentora da Igreja Holística Sagração da Natureza

 

 

Data: 30/01/2013 0 Comentários

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