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*ENERGIA*

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Maria Luiza Tosold

Mentora da Igreja Holística Sagração da Natureza

 

Sua energia natural

Nosso corpo está repleto de energia, porém ela está bloqueada dentro de nós. Nascemos explodindo de vitalidade mas, ao envelhecer, nós a perdemos.

A energia de nosso corpo é tão natural e espontânea que quase nunca paramos para pensar nela. É como o ritmo constante dos nossos pulmões e a incessante circulação do nosso sangue.

Milhares e milhares de reações químicas estão ocorrendo a cada momento e inúmeros impulsos elétricos estão passando através de todas as partes do sistema.

Além disso, todos nós somos parte do fluxo global de energia que nos circunda. As intrincadas redes de energia em nosso corpo fazem parte das energias do mundo natural. 

Você é um campo em miniatura da energia eletromagnética do universo.

As origens da energia

Nós começamos com a fusão das energias vitais de nossos pais. A partir do momento da concepção, nasce e começa a cresceruma nova estrutura vital. Flutuando sem esforço no fluido do útero, absorvemos nutrição, proteção e imunidade. Nós nos movemos com o ritmo do corpo de nossa mãe. O sustento flui através do cordão umbilical, para o centro do ser em formação.

Mas, a partir do momento do parto, sofremos mudanças radicais. O sustento, que antes chegava até nós no útero, deve agora vir de outro lugar. Somos forçados a procurá-lo nós mesmos usando nossos pulmões, boca, sentidos e músculos.

Ao longo do tempo, até nosso modo de respirar começa a sofrer alterações. No início respiramos naturalmente, a partir da barriga, como se ainda estivéssemos centrados em torno do cordão umbilical. Mas, à medida que ficamos mais velhos, o centro da respiração eleva-se gradualmente tronco acima, de modo que, no final da infância, a maioria das pessoas pensa que controla a respiração com os músculos do peito.

Aos poucos, só o fato de estarmos vivos faz com que a tensão se acumule em nossos peitos, ombros, pescoço e cérebros.

A partir do momento em que abrimos os olhos pela primeira vez, ainda bebês recém-nascidos, nossa vida se enche de movimento.

Vemos tudo se movendo constantemente em torno de nós. Nosso corpo está continuamente experimentando tensão nervosa e muscular de um tipo ou de outro.

Nossa atenção é continuamente atraída por isso ou por aquilo. Uma pesquisa mostrou que, mesmo quando dormimos, a nossa atividade mental continua. Se você pedir para as pessoas para pararem de pensar por uns poucos momentos e simplesmente esquecer de tudo, provavelmente vai descobrir que elas não conseguem.

O pensamento continua pulando de lá para cá como um macaco.

As tensões mentais de nossa vida têm um efeito direto e desastroso sobre todo o resto. Uma proporção muito grande da maior parte das doenças comuns que afligem as pessoas está relacionada à tensão – tanto como um resultado direto, como dores de cabeça, ataques do coração e problemas do sistema nervoso, quanto indiretamente, como um resultado do enfraquecimento do sistema imunológico ou dos órgãos internos por causa da tensão dos músculos, órgãos e nervos.

Os chineses estudam a energia do corpo humano há milhares de anos. Este estudo é uma das primeiras atividades registradas na civilização humana e remonta ao reinado do Imperador Amarelo (2690 – 2590 a.C.) e continua a se desenvolver e expandir até os dias de hoje.

Os resultaram formam um corpo de conhecimentos sofisticado e minucioso, que junta três disciplinas, em geral, completamente separadas no Ocidente: medicina, filosofia e artes marciais. Chi é a energia fundamental que sustenta a vida e está presente nos processos biológicos vibratórios de cada uma de seus milhões e milhões de células. Ela impulsiona todas as atividades ndo organismo. Essa energia não é apenas humana.

Todos os seres participam e são uma manifestação natural do vasto reservatório de Chi, ou energia fundamental do universo.

Assim como a ciência moderna demonstrou a elegante unidade e constante interligação de toda matéria e energia nas estruturas e processos elementares do nosso planeta e do cosmo, também a compreensão cumulativa chinesa do Chi foi baseada na observação meticulosa de uma rede de sistemas energéticos, igualmente delicada e interdependente, fluindo através de tudo e formando a base de tudo que existe.

Conceito de energia e o paradigma vigente

A história das civilizações, cada qual com suas visões diferentes do Universo, pode nos mostrar como o nosso conceito de ENERGIA se transformou ao longo do tempo, de acordo com o paradigma vigente.

No passado os povos dos continentes viviam em uma relação harmoniosa com seu meio ambiente, animais e plantas; o sol e a terra eram vivos. Manifestavam essa percepção descobrindo “espíritos” em montanhas, riachos e bosques, e fundamentavam a religião e a ciência no aprendizado do viver de forma a agradar aos espíritos da terra e do céu.

Em todas as culturas humanas desse passado distante, o objetivo da ciência era adquirir conhecimentos que harmonizassem a vida humana com as grandes forças do mundo natural e com os poderes transcendentais que pressentiam existir por trás do mundo físico.

Desejava-se saber como a natureza opera, não para dominá-la, mas para viver de acordo com seu fluir. Tudo possuía uma contraparte energética, que se interligava a um todo único, do qual também fazíamos parte. As culturas orientais ainda participam desta visão e dão os nomes de: prana, chi, ki, aka, espírito, o que neste texto denominamos apenas ENERGIA.

Joseph Campbell afirma que a separação entre a humanidade e a natureza começa com o mito da expulsão do homem do Jardim do Éden. Isto porque, segundo ele, existem dois tipos de mitologia: uma que relaciona o ser com sua própria natureza e com o mundo natural do qual faz parte e outra que é cultural e essencialmente sociológica, que liga o indivíduo a uma sociedade em particular.

Neste caso o sistema socialmente orientado serve aos interesses de um povo nômade, que se move erraticamente para que o ser entenda que o seu centro se encontra nesse grupo. A tradição bíblica é uma mitologia socialmente orientada. A natureza, neste caso, tornou-se adversária.

Campbell Joseph, “O Poder do Mito”, Editora Palas Athena, 3ªedição, 1992, pág.22:

No início, Deus era apenas o mais poderoso entre vários deuses. Era apenas um Deus tribal, circunscrito. Então, no século VI, (a.C.) quando os judeus estavam na Babilônia, foi introduzida a noção de um Salvador do mundo, e a divindade bíblica migrou para uma nova dimensão. (…) No tempo do Velho Testamento, o mundo era um pequeno bolo de três camadas, que consistia de algumas centenas de milhas em torno dos centros do Oriente Próximo. Ninguém tinha ouvido falar dos astecas ou dos chineses (…). Na comunidade hebraica, o culto a Jeová foi um movimento específico que finalmente prevaleceu. Foi o esforço decisivo de um certo deus da periferia do templo contra o culto da natureza, que era celebrado por toda a parte.”.

O efeito deste paradigma se desdobrou ao longo do tempo, gerando tensão, ansiedade, devastação de florestas e aniquilação de povos nativos que naturalmente ignoravam esse mito e viviam em relação harmoniosa com a natureza.

Isto explica a criação de tantos heróis genocidas, guerras santas, inquisição do Santo Ofício, entre outras tantas atrocidades cometidas em nome da eventual supremacia de uma determinada cultura, quase sempre representada por um deus virtual, meramente cultural, cuja única finalidade é exclusivamente política.

Na Bíblia a eternidade se retira, a natureza se corrompe e decai. Segundo o pensamento bíblico o homem depois da expulsão do Paraíso vive seu exílio. Mitologicamente está criada aí, a oposição do homem em face da natureza.

Não vai longe o tempo em que os homens se vangloriavam de suas caçadas e da derrubada de grandes árvores. Ainda hoje se fazem heróis que disputam com a natureza as escaladas de picos nevados, as travessias de canais a nado, as expedições solitárias em meio aos oceanos, continentes gelados, etc..

Danah Zohar em seu livro “O Ser Quântico”, desenha um panorama claro, discorrendo sobre o mesmo tema:

“…Tendo-se fé numa deidade transcendente, pouco importa que a alma, ou a consciência, do homem possua escassa relação com as outras coisas desse mundo. Unidos a Deus, que necessidade temos de comungar com as feras e as coisas?

Mas, com o advento da ciência moderna no século 17 e a retirada lenta mas inexorável da deidade transcendental das coisas, nossa consciência humana parecia não mais espelhar nada senão a si mesma.

Sem o Deus cristão, sem a fé num reino transcendental da alma, e cego para a “alma” (consciência) das coisas e criaturas, o dualismo cartesiano ateu nos deixou de mãos vazias, exceto por um grosseiro materialismo.

O senso de ser único por ter sido escolhido deu lugar ao sentido de alienação comum do século 20, pois somos diferentes de tudo à nossa volta e estamos inexoravelmente sós. (…) A visão de mundo cartesiana foi necessária ao cultivo da física de Newton e a todo o progresso tecnológico que seguiu em sua esteira, mas numa cultura pós-cristã ela é filosófica e espiritualmente estéril.

Enquanto a alma do homem moderno clama por algo mais, (…) por algo além de nós mesmos, por uma sensação de estar em casa dentro do Universo, nossa razão também exige que compreendamos melhor nossa experiência. A consciência é um fato dessa experiência, e uma filosofia ou ciência que não consiga explicar a consciência está necessariamente incompleta.

Isso tornou-se uma verdade familiar aos físicos, que vêm lutando para compreender os desenvolvimentos de seu próprio campo, mas ainda é necessário que ela se infiltre na visão dos intelectuais em geral. E se tanto o cristianismo como a ciência moderna pré-quântica estiverem errados? E se o homem não for um ser único? E se, afinal de contas, em algum grau partilhamos com outras coisas ou criaturas do Universo o fato de sermos conscientes?

Fica impossível ignorar tais questões se levarmos em conta o conhecimento da moderna biologia, ou se levarmos as sugestões de filósofos e físicos como Alfred North Whitehead e David Bohm no sentido de que mesmo as partículas subatômicas talvez possuam propriedades rudimentares de consciência.

Será que nós, seres humanos, somos realmente diferentes de tudo o mais, como vem sustentando a tradição ocidental predominante ou, sob um aspecto importante, será nossa consciência um contínuo com outras coisas do Universo?

E, se for contínua, até que ponto se estende essa continuidade? A cães e gatos? Às amebas? Às pedras? Ou até elétrons? Já ao começar a pensar desta forma estamos experimentando uma boa mudança de paradigma.”

“O Ser Quântico”, Zohar Danah, Editora Best Seller, ano 1990, págs. 56 a 58.

A separação entre mente e corpo, transformada por Descartes numa regra fundamental em que a pesquisa científica acreditou por centenas de anos, causou problemas sem fim. Ao considerar que o mundo fora de nossas mentes nada mais é que matéria sem vida, funcionando de acordo com leis previsíveis e mecânicas, desprovidas de qualquer qualidade espiritual, essa regra nos distanciou da natureza viva que nos sustenta. Forneceu à humanidade a desculpa perfeita para explorar todos os “recursos naturais” com a finalidade de atender aos próprios objetivos imediatos e egoístas, sem qualquer preocupação com outros seres vivos ou o futuro do planeta.

E o planeta sofreu. Saqueado em seus recursos e privado de sua pureza, nosso lar poluído começou a girar em direção à extinção.

Enquanto cavava cada vez mais fundo em seu universo morto, a ciência trouxe à luz um mistério. Nos primeiros anos do século XX, o garrote do materialismo começou a ser desapertado por cientistas como Albert Einstein, Niels Bohr, Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger e outros fundadores da teoria quântica, que declararam ao mundo:

Se investigarmos bem a fundo a matéria, ela desaparecerá e se transformará em ENERGIA INCOMENSURÁVEL. Se seguirmos o exemplo de Galileu e procurarmos descrevê-la matematicamente, descobriremos que o universo não é nada material! O universo físico é essencialmente não-físico e pode se originar de um campo ainda mais sutil que a própria energia, mais semelhante à informação ou à consciência do que à matéria.

Para Einstein e para a física quântica não existe divisão entre matéria e energia. As partículas são concentrações de ENERGIA que se condensam e solvem ciclicamente em ondas por razões ainda desconhecidas.

Às vezes o modelo vigente entra em choque com o avanço do conhecimento e sai machucado. Quando isso acontece, seja com o apoio, seja na contracorrente dos poderes estabelecidos, o modelo vigente dá lugar a um novo.

Juntamente com muitos cientistas de vanguarda, William Tiller bateu de frente com o preconceito vigente. Ele nos dá uma razão importante para mudar o atual paradigma da realidade científica:

Não há lugar no paradigma atual para qualquer forma de consciência, intenção, emoção, mente ou espírito. E como nosso trabalho mostra que a CONSCIÊNCIA pode exercer um efeito concreto sobre a realidade física, isso significa que no fim das contas tem de haver uma mudança de paradigma que abra espaço para a incorporação da consciência; a ESTRUTURA DO UNIVERSO PRECISA SER EXPANDIDA PARA ALÉM DO PONTO EM QUE ESTÁ NO PRESENTE PARA QUE A CONSCIÊNCIA POSSA ENTRAR”.

O UNIVERSO DE ENERGIA

Depois de um “looping” de milênios, hoje já voltamos a admitir que todos os objetos e seres vivos possuem componentes energéticos; e que nem todos os eventos energéticos possuem componentes materiais como, por exemplo, pensamentos, idéias, sons, alma… Estas realidades energéticas mesmo sendo invisíveis podem provocar efeitos físicos, como uma idéia que pode iniciar uma guerra mundial, por exemplo.

Em radiestesia, estudamos os efeitos da energia e sabemos que determinadas linhas de energia que cortam todo o globo terrestre, assim como veios de água e fraturas subterrâneas, podem provocar efeitos na superfície: doenças, secar o leite das vacas, causar dores estranhas e indefinidas, entre outros problemas.

A acupuntura trabalha com pontos nos canais de energia que correm pelo corpo humano. Nogier descobriu pontos na orelha que podem ser tratados da mesma forma e que representam o corpo inteiro de ponta cabeça, em postura fetal.

A homeopatia trata com diluições tão grandes que o princípio material não pode mais ser encontrado. A água carrega apenas a informação e memória do princípio ativo.

No passado, quando os romanos pretendiam erguer uma nova cidade, cercavam o espaço escolhido e deixavam um rebanho de ovelhas pastando nele durante um ano. Ao final deste ano eles matavam as ovelhas para comer, porém antes, analisavam suas entranhas e, se encontrassem alguma doença ou deformações inexplicáveis ou não naturais, desistiam da idéia de construir naquele lugar.

A geometria sagrada, também, leva em consideração a energia das formas e a mensagem invisível da energia que elas carregam. Os antigos gregos já estudavam as formas primárias, como os sólidos platônicos que todos nós conhecemos.

Por exemplo, a espiral carrega um segredo fantástico da natureza. Uma verdadeira lei natural: não existe um único círculo fechado na natureza. O ciclo vicioso com infinitas repetições, do qual não temos nenhuma possibilidade de escapar é uma das idéias insanas da mente consciente isolada da mente de energia. A natureza está sempre EM EVOLUÇÃO, nunca se fecha em um círculo, sempre se movimenta em ESPIRAL, sempre mudando. Nem uma única partícula permanece a mesma de uma volta para a próxima, para sempre até o infinito. Seu desenho mágico é encontrado nas mais antigas formas de animais, como nos fósseis marítimos de amonites com até 500 milhões de anos, no movimento de crescimento das plantas, na forma das galáxias e milhões de outras formas naturais.

Mesmo uma pedra que esteja fixa há muito tempo no mesmo lugar, está se movendo com a rotação e translação da terra, com o sistema solar ao redor do centro da galáxia e a com própria galáxia, a Via Láctea que se desloca em direção ao Aglomerado de Virgem a 225 quilômetros por segundo.

Devido a esse simbolismo escolhi a galáxia em espiral (Fibonacci) como logomarca do Santuário Virtual. Ela evoca com seu desenho a lei natural da EVOLUÇÃO CONTÍNUA DO UNIVERSO DEENERGIA.

TUDO É ENERGIA” e “A ENERGIA PRECISA SEMPRE FLUIR” são nossos códigos de segurança para viajarmos pelos mundos de energia e para resgatarmos a nossa comunicação com o nosso campo de energia individual.

 

 

Textos extraídos do livro “Sagração da Natureza – A Natureza do Direito e o Direito Emanado da Natureza”; de Sergio Dante Ballarini, Mentor da Igreja Holística Sagração da Natureza.

E pequenos trechos do livro “Quem somos Nós?”, dos criadores do filme do mesmo nome: William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente.

Trecho do livro “O Caminho da Energia” de Lam Kam Chuen – Ed. Manole

 

Data: 30/01/2013 0 Comentários

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